OBJETIVO do PROJETO

Este projeto de ensino, pesquisa e extensão tem como objetivo principal promover a capacitação sociotécnica de comunidades rurais tradicionais faxinalenses do Centro Sul paranaense com base em princípios e práticas da agroecologia. Para tanto, a criação deste NEA, coordenado pelo Grupo de Pesquisa Interconexões (UEPG), conta com o financiamento do CNPq e a colaboração de diversas entidades que se somam à ação: CASLA, COODESAFI, UEPG, IFPR-Irati, IEEP, ASAECO, Prefeitura Municipal de Imbituva, Prefeitura Municipal de Rebouças, Prefeitura Municipal de Imbaú, NEA - Juçara (UFPR-Litoral), IFPR-Paranaguá, MADE-UFPR.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

ACOMPANHAMENTO À U.R. AGROECOLÓGICA FAXINAL CHARQUEADA DOS BETIM

           No dia 22 de Abril de 2021, foi realizada uma visita de acompanhamento à Unidade de Referência Agroecológica Faxinal Charqueada dos Betim, Imbaú - PR.  Na oportunidade pudemos conversar com o meliponicultor Diego Betim e seu pai Pedro.


Estrada dentro do faxinal

Criação à solta

Seu Pedro e Diego


Com relação às atividades desenvolvidas por Diego, o mesmo relatou que a produção de mel das abelhas sem ferrão tem queda expressiva nessa época do ano, devido as temperaturas serem mais baixas, inclusive necessitando de alimentação complementar para as abelhas. Portanto, ocorre uma dedicação maior à fabricação e comercialização de caixas, importante fonte de renda, além do manejo do meliponário.

Uma técnica demonstrada na ocasião está relacionada ao combate de formigas, que se não controladas podem acabar com os enxames. Uma das formas apresentada é a colocação de barreiras físicas para que as mesmas não cheguem até a colmeia.


Barreiras físicas para controle de formigas


Recentemente Diego, na perspectiva de ampliar o meliponário, também adquiriu exemplares de abelhas Mandaçaia, onde pudemos conferir, in loco, as abelhas campeiras entrando nas caixas trazendo pólen. Agora a Unidade de Referência conta com exemplares de Jataí, Tubuna, Mirim Guaçu e Mandaçaia.


Jataí

Abelhas Mandaçaia



Texto: Gustavo Bahr

* Todas as medidas de prevenção relacionadas a pandemia de Covid19 foram adotadas.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

1ª OFICINA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO EM AGROECOLOGIA - Parte 2

No dia 07 de Fevereiro de 2021, o grupo do projeto NEA Territórios Faxinalenses (Núcleo de Estudos e Capacitação Sociotécnica em Agroecologia) se reuniu nas localidades de Imbituva-PR, em uma das filiais da COODESAFI (Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar de Ivaí) para a 1ª Oficina de Formação e Capacitação em Agroecologia. 


Filial da COODESAFI em Imbituva-PR 



Grupo do Projeto NEA 




Contamos também com a presença da Secretária de Agricultura do Município do Guamiranga: Cristiane Tabarro Borgo. 





A oficina foi iniciada com uma conversa para esclarecer os seus objetivos, também para fazer algumas apresentações que se faziam necessárias.


Em seguida a Professora Telma Regina Stroparo, membro do grupo NEA e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Geografia da UEPG, nos falou sobre a OCS (Organização de Controle Social). A professora/doutoranda nos explicou o que é uma OCS e também para que esta serve, além dos passos de como fazê-la. 





Posteriormente, a Professora Cleusi T. Bobato Stadler, também membro do grupo NEA e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Geografia da UEPG, deteve a palavra para expor sobre a caderneta de campo da família agricultora e também sobre um calendário de visitas. A professora/doutoranda falou também sobre algumas práticas tradicionais e sobre a troca e reprodução das sementes crioulas. 


Caderno de anotações de Janete Leite - UR Faxinal dos Galvão



Posteriormente, o Professor Gustavo Bahr, também membro do grupo NEA e doutorando do Programa de Pós-graduação em Geografia da UEPG, nos trouxe 8 dicas rápidas sobre o Caderno de Plano de Manejo Orgânico de cada propriedade.


O professor Dr. Nicolas Floriani, coordenador do projeto NEA, aproveitou o momento para comentar mais sobre os critérios agroecológicos de produção. 



Por fim, esperamos a chegada de Diogo Eler Gasparelo, um menino de 13 anos que participou do Projeto Sementes Crioulas da Escola Municipal do Fax. Dos Galvão,  promovido pela Prof. Maria Janete Leite e Doutoranda Cleusi Bobato Stadler. Pelo seu interesse no resgate e plantio de sementes, que realizou em sua casa, reproduzindo tais Sementes, foi nomeado Guardião Mirim das Sementes Crioulas em Imbituva.




Ficha de acompanhamento do Projeto Sementes Crioulas da Escola Municipal do Fax. Dos Galvão


Diogo Eler Gasparelo - Guardião Mirim das Sementes Crioulas em Imbituva.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

1ª OFICINA DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO EM AGROECOLOGIA

 




SAF's - Sistemas Agroflorestais: Parte 2

    A Bacharelanda Ingrid Zambilo, juntamente com seu orientador Nicolas Floriani, apresentou seu trabalho de Pesquisa no XXIX Encontro Anual de Iniciação Científica e VI Encontro Anual de Iniciação Científica Júnior, como resultado de sua participação no Projeto Interconexões. 

    Este trabalho apresentou as atividades desempenhadas no projeto de iniciação científica entre agosto de 2019 a janeiro de 2020. Em geral, a pesquisa teve por objetivo compreender as dimensões materiais e imateriais dos conhecimentos e saberes agroecológicos da comunidade remanescente quilombola Palmital dos Pretos. Mais precisamente, buscou-se caracterizar a diversidade biótica e abiótica, o modo de produção e o manejo dos recursos naturais através do estudo dos aspectos socioculturais integrada com uma análise agronômica.

    A área de estudo situa-se na região da Serra das Almas, entre os municípios paranaenses de Ponta Grossa e Campo Largo. A comunidade de Sete Saltos está inserida no distrito de Itaiacoca, Ponta Grossa. Esta região tem seu histórico de ocupação a partir do tropeirismo no século XIX. Na região Sul, o Paraná é o estado que apresenta o histórico mais antigo de experiências com sistemas agroflorestais, envolvendo principalmente a modalidade de integração Floresta-Pecuária (RIBASKI e MONTOYA VILCAHUAMAN, 2001), estas práticas produtivas estão associadas historicamente à formação socioespacial da região das comunidades rurais tradicionais faxinalenses. Atualmente, a agricultura de Itaiacoca é caracterizada pelo predomínio de latifúndios que empregam técnicas modernas de manejo, tais como a silvicultura do pinnus (Pinaceae). Entretanto, as comunidades tradicionais permanecem com os métodos originais de produção, ou seja, ainda empregam técnicas como a agricultura de subsistência e a preservação de sementes desprezadas pelo agronegócio. 

    A metodologia de pesquisa fundamentou-se em uma descrição densa das praticas socioecológicas de manejo do agroecossistema. Para tanto, o método da observação participante conferiu maior aproximação à realidade traduzida por instrumentos etnográficos associado aos geoagronômicos: aplicação de questionários, imagens satelitares (google earth), entrevistas abertas, oficinas participativas em agroecologia, percursos guiados pela comunidade e em parcelas agroflorestais. 

    As atividades de campo realizadas tiveram por objetivo promover a integração do pesquisador no cotidiano das comunidades. Elaborou-se roteiros de campo, em gabinete, utilizando-se de recursos como mapas de recursos naturais da região, caracterização do uso do solo, cartas topográficas disponibilizadas pelo ITCG e calendário agrícola. Cada atividade de campo promoveu o plantio de sementes crioulas juntamente com a comunidade, unindo os conhecimentos científicos com os saberes tradicionais.

Imagem 1 - Plantio de feijões crioulos. Fonte: Zambilo, 2019. 

    Os resultados obtidos se referem à caracterização dos aspectos socioespaciais e produtivos da comunidade pesquisada. Obteve-se um diagnóstico do cenário agrícola da região contendo a rotação das culturas ao longo do ano e a distribuição espacial (uso da terra). 

        Em uma reunião realizada pelo Grupo de Pesquisa Interconexões UEPG-CNPq no dia 20 de março de 2019 foram definidos os critérios agroflorestais para o plantio das mudas nativas, com a colaboração da engenheira agrônoma e chefe do Departamento Socioambiental do Instituto Ambiental do Paraná-IAP , Margit Hauer, obtivemos informações sobre como deveríamos fazer o plantio de maneira com que as mudas se complementassem para um melhor desenvolvimento do Sistema agroflorestal. 

        O primeiro plantio das mudas iniciado originalmente por outros pesquisadores do grupo Interconexões, sob coordenação do Doutor e coordenador Nicolas Floriani, realizado em 22 e 23 de março de 2019, foi acompanhado neste projeto de Iniciação Cientifica. Nele as espécies nativas plantadas foram conforme tabela 1: 

Tabela 1 - Espécies nativas para plantio Desenvolvido: Zambilo, 2019.

        Tais plantas compõem os sistemas agroflorestais nas propriedades de Arildo Portela e Adal (imagem 2 e 3), que se localizam na região da Serra das Almas –PR, ambas em área dentro da comunidade tradicional do Quilombo Palmital dos Pretos.As mudas de árvores que compõem os sistemas agroflorestais das duas propriedades foram cedida pelo Instituto ambiental do Paraná (IAP). 

Imagem 2 - Plantio propriedade Arildo Fonte: Floriani, 2019.

Imagem 3 - Plantio propriedade Adal Fonte: Floriani, 2019.

        Para a realização dos plantios conforme instruções da Doutora Margit Hauer, foram realizados croquis (figuras 1 e 2) que demonstram como as plantas foram dispostas nas propriedades, e ainda quais plantas foram utilizadas nas propriedades levando em considerações fatores relevantes como: árvores nativas já presentes no local, distanciamento entre árvore e entre linhas e ainda declividade do terreno.  

                                                                                       Figura 2 - Croqui propriedade Adal 
    Figura 1 - Croqui propriedade Arildo.                                   Desenvolvido: Zambilo, 2019.

        Todas as árvores plantadas nos dias de campo nos dias 22 e 23 de Março de 2019 foram identificadas (imagem 4) para uma análise sobre seu crescimento e desenvolvimento no decorrer do tempo. Em 13 e 14 de Setembro do mesmo ano foi realizado atividades de campo nas propriedades onde se pode ter base do desenvolvimento das plantas, as quais não apresentavam doenças e com um crescimento normal (imagem 5 e 6). 

Imagem 4 - Plantio em SAFs e identificação de plantas. 
Fonte: Zambilo, 2019

Imagens 5 e 6 - Crescimento de árvore em SAF. 


Fonte: Zambilo, 2019. 

        Posterior ao plantio das árvores para criação de SAFs deu-se continuidade a um plantio de espécies de sementes crioulas em consorcio em 13 e 14 de setembro de 2019, em parceria com o Projeto de Doutorado da acadêmica Cleusi T. Bobato Stadler, orientanda do Prof. Nicolas Floriani, na propriedade do quilombola Arildo Portela, na região da Serra das Almas –PR, na comunidade tradicional do Quilombo Palmital dos Pretos. Contam em espécies crioulas aqui plantadas foram: Feijão mulato, Feijão preto de 60, Feijão manteiguinha preto, Feijão vermelho, Feijão sojinha, Feijão amarelo, Feijão pé vermelho do norte, Feijão dama, Feijão rosinha, Feijão venha logo, Feijão bico de ouro, Feijão cavalo vermelho, Feijão cavalo branco, Feijão cavalo preto./vermelho, Feijão mourinho roxo, Feijão olho de pombo vermelho, Feijão mourinho vermelho/preto, Feijão chocolate, Feijão milico, Milho tunikata vermelho, Milho tunikata amarelo. A área de plantio foi 3,9 metros x 1,6 metros, com espaçamento entre as plantas de 40 centímetros para feijão e 20 centímetros para milho. Houve o acompanhamento do crescimento dos feijões de todas as espécies plantadas. 
        Em 23 de Setembro de 2019, novamente em parceria com a Doutoranda Cleusi T. B. Stadler, foram feitos novos plantios de sementes, desta vez para experiência de desenvolvimento e adaptação em climas diferentes aos quais as sementes crioulas se reproduzem, dentre as mesmas há sementes que são do Peru,para tanto as amostras foram colocadas em bandejas até que se obtenha tamanho para serem transferidas ao solo. Estas amostras foram colocadas em estufa na residência de Antônio Ostrufka, que se localizam na região da Serra das Almas –PR, na região de Sete Saltos de Cima. 

Tabela 2 - Plantio de sementes na comunidade Sete Saltos de Cima e Palmital dos Pretos Propriedades: Sr. Antonio Ostrufka e Arildo Portela. 
Desenvolvido: Cleusi T. B. Stadler, 2019, colaboração Ingrid Zambilo.

        No dia 30 de Novembro de 2019, o CETA (Centro de Educação e Treinamento em Agroecologia) e ASAECO (Associação Solidária da Agricultura Ecológica de Ponta Grossa e Região, em parceria com o Grupo INTERCONEXÕES da UEPG, promoveram aos alunos do Curso de Bacharelado em Geografia, o encontro “Vivências em Agroecologia”. Tendo por objetivo a troca de experiencias e conhecimento da natureza, alem disso contou com atividades iniciando com o Histórico do CETA pelo Sr. Antônio Ostrufka, caminhada na agrofloresta, fertilidade e manejo da matéria orgânica do solo-ciclagem de nutrientes, interação solo-planta, bioindicadores e adubos verdes, compostagem, por fim foi realizado o mutirão de plantio, com diversas espécies plantadas sem o uso de adubo, todos os feijões foram identificados. 

Tabela 3 - Espécies de feijões plantados.








Desenvolvido: Cleusi T. B. Stadler, 2019, colaboração Ingrid Zambilo.

Imagem 7 - Plantio Feijões propriedade Antônio Ostrufka.












Fonte: Zambilo, 2019 

        Como resultado das experiências de plantios de feijões na região, foram obtidos dois diagnósticos, o primeiro diz respeito ao plantio realizado em 13 e 14 Setembro de 2019, neste todos as variedades plantadas obtiveram crescimento normal e conseguindo ainda a reprodução de diversas sementes crioulas, as quais ficaram em posse do Arildo Portela e sua familia para que pudessem ainda estar fazendo um novo plantio. O segundo diz respeito ao plantio de 30 de Novembro de 2019, ao qual não se obteve o mesmo progresso, e ao passar de 12 dias do plantio das sementes crioulas na propriedade do Sr. Antônio Ostrufka, obtivemos a informação de que os pássaros haviam comido as plantas, necessitando um replantio das espécies. 

        Em virtude dos dados apresentados temos uma ótima aceitação da comunidade rural tradicional quilombola Palmital dos Pretos no que se diz respeito à adesão de um novo modelo tecnológico de agricultura, há ainda um excelente crescimento e desenvolvimento das árvores plantadas na região uma vez que o acompanhamento tem sido feito de maneira remota por conta da pandemia mundial do COVID-19. Até o presente momento os moradores que estão acompanhando o desenvolvimentos das mesmas se dizem confiante quanto ao seu desenvolvimento.

          Levando em consideração os aspectos físicos da região, os SAFs tem muito a contribuir para a floresta nativa que conta em sua maioria com floresta de Araucárias em diversos estágios sucessionais, podendo fazer o plantio em consórcio ou ainda para fins de criação de animais nas entrelinhas com as árvores plantadas nesse sistema. Em geral, essa adoção ao novo modelo tem proporcionado aos moradores da região uma nova forma de desenvolvimento, que não é apenas de preservação a natureza, mas também de ganho econômico, visto que todas as árvores têm sua utilidade e funcionalidade dentro do sistema de agrofloresta. 


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

SAF's - Sistemas Agroflorestais

Poucos países apresentam um crescimento tão expressivo no agronegócio quanto o Brasil, são toneladas de grãos e essa produção exige grande demanda de recursos naturais, seja solo, água e floresta, esses são explorados de maneira inadequada e comprometem a sustentabilidade, causando impactos ambientais como erosão, compactação do solo, assoreamento de aquíferos, impactos esses que muitas vezes acabam afetando a fertilidade do solo e a biota.

Diante dessa realidade ainda se tem os produtores rurais que fazem parte das comunidades tradicionais, esses tem métodos diferentes dos grandes produtores e latifundiários, pois, insistem em um cuidado da natureza e partem de um conhecimento local e saberes tradicionais, apresentando então um novo modelo de produção e manejo que consiste em um plantio em SAFs (sistemas agroflorestais) e plantio de sementes em consorcio ou ainda criação de animais, ou seja, os SAFs são modelos de produção que associam árvores com culturas agrícolas e, às vezes, também com animais, de maneira simultânea ou sequencial. 

Há ainda diversos benefícios que não só dizem respeito ao meio ambiente como ao próprio produtor ao desenvolver uma produção de SAFs silvipastoril, esse que além da diversificação da produção na propriedade gerando produtos e lucros adicionais, contribuem também para a diminuição dos impactos ambientais negativos sobre as pastagens, o que permite reduzir, por exemplo, a dependência externa de insumos, intensificando o uso do recurso solo e seu potencial produtivo em longo prazo (RIBASKI et al., 2001).

Nos primeiros levantamentos realizados por Montoya e Mazuchowski (1994) na região do Paraná constataram a existência de diferentes sistemas silvipastoris, geralmente localizados em pequenas e médias propriedades rurais. Nessas associações de pastagens há presença de espécies nativas, como os sistemas com bracatinga (Mimosa scabrella Benth.) e a erva-mate (Ilex paraguariensis St. Hil.). Na proposta apresentada aos agricultores se tem então uma diversidade de árvores nativas, um conjunto de árvores que vão ajudar o solo e outras frutíferas que os produtores poderão utilizar para produtos secundários, ou ainda as árvores lenhosas, todas tendo sua importância para o Sistema Agroflorestal. 

Um exemplo de sistema agloflorestal eficiente é o cultivo arborizado de café, pois, nesse sistema reduz-se a necessidade de capinas e o fruto amadurece mais lentamente, resultando na produção de grãos maiores e mais uniformes - o que, muitas vezes, caracteriza produtos de melhor qualidade e valor de mercado. 

É interessante ressaltar que nesse tipo de cultivo onde há a associação de árvores ou arbustos (geralmente fixadores de nitrogênio), estes são podados periodicamente para utilização dos caules e das folhas como cobertura vegetal, para promover melhorias na fertilidade do solo ou para utilização como forragem de alta qualidade para alimentação dos bovinos. 

                                                                          Por Ingrid Zambilo e Tainá B. Stadler


Exemplos de Agrofloresta (Imagens ilustrativas)







VÍDEOS: 

 SAF's - Sistemas Agroflorestais Biodiversos - segurança alimentar e nutricional



O que é Agrofloresta?












quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

UR Faxinal dos Galvão participa da Primeira Feira de Agroecológicos no Município de Imbituva-PR

No dia 23 de Janeiro de 2021, os proprietários da Unidade de Referência do Faxinal dos Galvão, Silvestre Leite e Maria Janete Leite participaram de sua Primeira Feira de Agroecológicos, com apoio da Prefeitura Municipal de Imbituva em parceria com a Cooperativa Coodesafi.

A promoção de Circuitos Curtos de Comercialização e a implementação de selos certificadores de produtos agroecológicos estão dentre as atividades desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Interconexões em parceria com prefeituras, cooperativas e outras instituições.

O objetivo é criar uma rede que integre produtores locais, consumidores, logística para comercialização, organização de cadeias curtas e redes agroalimentares de abastecimento que propiciem venda direta de produtos agroecológicos com transparência e rastreabilidade.

Dessa forma, as feiras municipais consolidam-se como canais de inserção e acesso a produtos locais, sustentáveis e com baixa burocracia e custos, sendo uma ótima ferramenta integradora que possibilita o fortalecimento dos vínculos e relações comerciais entre agricultores e consumidores, a valorização de produtos, tradições e saberes, a promoção da segurança alimentar, a agrosociobiodiversidade, a concepção de pertencimento, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável.

A garantia de rastreabilidade e transparência dos processos produtivos dá-se  por meio de selos certificadores que além de agregar valor aos produtos, representam a filosofia do grupo, garantem qualidade e fortalecem laços de confiança entre consumidores e produtores.

                                                                                                        Por Telma Regina Stroparo





sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

AMPLIAÇÃO DO MELIPONÁRIO NO FAXINAL CHARQUEADA DOS BETIM

 

O responsável pela Unidade de Referência – Faxinal Charqueada dos Betim, Diego, está atualmente em fase de ampliação de seu meliponário. A construção de novas caixas racionais, onde serão alocadas as novas colmeias, ocorre com a utilização de madeiras de reflorestamento, ou mesmo aproveitando materiais que seriam descartados em outras atividades. Nessa etapa também serão feitos alguns testes para verificação de uma melhor produtividade, com a construção de três modelos de caixas: a rústica, a modelo INPA e a modelo AF.

Salientamos ainda que o Diego visa uma amplitude em termos de produtos relacionados à criação racional das abelhas sem ferrão. Em sua parceria com o projeto NEA (Núcleo de Estudos e Capacitação Sociotécnica em Agroecologia nos Territórios Faxinalenses), busca, além da produção e comercialização de mel, também a venda de pólen, própolis, colônias (para paisagismo e lazer, educação ambiental e polinização agrícola) e das caixas racionais.

Por Gustavo Bahr 

18 de Dezembro de 2020









ACOMPANHAMENTO À U.R. AGROECOLÓGICA FAXINAL CHARQUEADA DOS BETIM

              No dia 22 de Abril de 2021, foi realizada uma visita de acompanhamento à Unidade de Referência Agroecológica Faxinal Charquead...